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segunda-feira, 4 de maio de 2009


O mundo das estórias infantis é feito de muita imaginação. E é nesse mundo de fantasias que vive a principal personagem de nossas estorinhas: a Borboletinha Mágica.
Simpática e cercada de muitos amigos, a Borboletinha, ora e outra está envolvida em algum problema, seja dela ou de seus companheiros.
Mas no lago Azul todos estão unidos em busca de uma solução. Problema resolvido sempre fica uma lição para as crianças. É a estória infantil e seus personagens ajudando na formação do caráter.
Boa leitura !!!

A BORBOLETINHA E O PRESENTE MÁGICO

Num vale distante muito longe daqui, há um belo lago bem no meio de uma floresta.
É tão limpo que se chama Lago Azul. Ali vivem muitos bichinhos. Começamos por uma
Borboleta que mora numa árvore . Ela tem corpo de moça e é muito vaidosa.
Adora usar roupa nova .
Sua melhor amiga é uma flor, a dona Margarida, que mora na margem direita do Lago.
A Borboleta sempre desce para visitar a amiga flor :
- Olá dona Margarida, como vai ?
- Tudo bem comigo e com você ?
- Ando meia confusa ultimamente. Não consigo enxergar direito.
- Não consegue enxergar ?! - perguntou a flor.
- Pois é ! Ontem mesmo, eu quase trombei numa árvore. De repente tudo ficou embaçado
e quando vi estava em cima dela. Foi por pouco que não me arrebentei inteirinha.

- É mesmo ! espantou a amiga.
- É sim , o que será que tenho ?
- Não sei, mas acho que o Dr. Sabiá pode ajudar.
- Como faço para encontrá-lo ?
- Não tenho idéia . Porque sei que é muito ocupado.
Nesse instante apareceu na beira do lago o peixe Pedro.
- Parece que ouvi algo sobre o Dr. Sabiá ?
- É , estou precisando encontrá-lo - respondeu a borboletinha.
- Ora, ora , ele está ali do outro lado do lago . Quer que o chame ?
- Por favor , gostaríamos muito - respondeu a flor .
Alguns minutos depois chega o Dr. Sabiá, com sua maleta de médico.
- Olá garotas, qual é o problema ? perguntou com a maior simpatia.
- O problema sou eu, acho que estou doente dos olhos - respondeu a borboleta.
- Preciso examinar então. E foi tirando uma lupa da maleta. Depois de alguns minutos, falou :
- Seu problema não é grave . Vou receitar um bom par de óculos e tudo se revolve.
- O que ? Óculos, o senhor enlouqueceu ? perguntou ela.
- Não - respondeu ele - estou apenas receitando o remédio para curar os seus olhos .
- Mas vou ficar muito feia de óculos ! Não quero.
- Minha querida amiga - disse a flor - são apenas óculos.
Com eles, você irá enxergar muito melhor.

- Não quero . Todo mundo vai rir de mim - disse ela .
- Ninguém vai rir não, por que usar óculos é importante - disse a flor.
- A dona Margarida tem razão - disse o doutor - você precisa usar os óculos.
E pode ficar muito bonita com eles. É só escolher o par certo .

- O senhor acha mesmo ? perguntou cheia de vaidade.
- Mas é claro - respondeu ele.
- Está bem , onde estão ? perguntou decidida.
- Espere aqui. Vou até meu consultório e mandarei minha assistente trazer
a caixa para você escolher. E saiu voando.

Uma hora se passou e nada da assistente com a caixa.
- Está demorando tanto, o que será que aconteceu? Perguntou a borboleta aflita.
De repente descobriu o porquê da demora, viu a tartaruga Teresa se aproximandocom uma caixa
enorme nas costas.
- Olá pessoal ! Foi aqui que pediram para trazer a caixa do Dr. Sabiá ?
- Foi aqui mesmo, os óculos são para mim - disse a borboleta meia triste.
- Então boa escolha para você - disse a tartaruga deixando a caixa no chão .
Duas horas se passaram e a borboleta não conseguia escolher os óculos .
A tartaruga já sonolenta resolveu ajudar. Tirou do fundo da caixa um pequeno
baú de madeira, dentro dele tinha um par de óculos. Ofereceu à borboleta :

- Experimente estes daqui - e deu os óculos para ela.
A borboleta colocou os óculos e consultando o espelho disse : - gostei !!!
- Ficou perfeito - apoiou a flor .
- Sim, vou ficar com esses - e colocou - mas tem algo estranho acontecendo aqui .
Vejo estrelinhas brilhando na minha frente .
- Estrelinhas brilhando !? Que imaginação você tem - disse a tartaruga, sorrindo.
- Agora posso levar a caixa embora ? Tenho outras entregas .

- Pode - disse a borboleta - vou ficar com estes mesmo.
- Nossa, mas como você ficou bonita com eles . Acho que sua vida vai mudar muito de
agora em diante - disse a tartaruga se despedindo.
- Por que ? O que vai acontecer ?
- É só uma palpite . E partiu lentamente com a caixa nas costas .
Mais tarde apareceu o Dr. Sabiá para ver como ela tinha ficado com os óculos.
- Desculpe o atraso, estava com outros clientes - disse ele - borboleta vejo que já fez a escolha .
Ficou maravilhosa com os óculos . Parabéns.
- Obrigado, doutor, parece que passei a enxergar muito mais. Estou vendo até estrelinhas brilhando
na minha frente. O doutor deu um sorriso, depois piscou para a flor e disse :
- Que bom, fico feliz por ter ajudado. Não se preocupe que essas estrelinhas
vão desaparecer com o tempo. E se foi.

Mais tarde a borboleta foi para sua casa. Lá sentada numa poltrona tirou os óculos.
Viu que as estrelinhas desapareciam , voltou a colocar e lá estavam elas de novo brilhando.
Achou tão estranho que resolveu procurar a tartaruga em sua casa.

- Olá. Tartaruga Teresa , vim fazer uma pergunta .
- Já sei o que é - disse ela com tranqüilidade . São os óculos .
- Pois é, você me deu eles e agora vejo um monte de estrelinhas brilhando na minha frente .
- O que está acontecendo ?
- Esses óculos que lhe dei, são mágicos ! A Borboleta se espantou ..
- Mágicos ? São mágicos de verdade ?
- São ! E você verá muitas coisas com eles, o futuro e o passado.
A Borboleta ficou paralisada , não estava acreditando no que ouvia .
- Só tem um detalhe, terá que guardar segredo. Se contar para alguém, e ele acreditar,
a magia acaba no mesmo instante .
- Guardar segredo ? Nem para a Margarida ?
- Ninguém . E sua função é ajudar seus amiguinhos .
- Como assim ? Não entendo .
- Simples, ao ver as estrelinhas, saiba que uma visão mágica vai aparecer .
Pode ser o futuro ou o passado de alguém. Por isso fique em alerta para ajudar.
Você foi escolhida para isso . Só você terá a visão .
- Mas o que devo fazer , depois dessa visão ?
- Depende , às vezes nada, às vezes muita coisa . Encontrará o caminho.
- Agora preciso fazer outras entregas. Adeus . E partiu.
A borboleta ficou olhando para a tartaruga que se afastava lentamente e pensou :
- Nossa, agora sou uma borboleta mágica. E pensar que não queria pôr os óculos.
- Ainda bem que coloquei . Acho que sou uma borboleta de sorte, porque posso ver muitas
coisas e ter muitas aventuras....

F I M

AS VISÕES MÁGICAS DA BORBOLETINHA

Certo dia a borboleta foi dar uma volta e acabou encontrando o elefantinho Elmo
na beira de um perigoso rio. Ele estava entrando na água para atravessar.
Naquele momento a borboleta percebeu que algo muito estranho estava acontecendo .
Viu na sua frente muitas estrelinhas brilhando. Era algo mágico.
Depois das estrelinhas ela teve um sonho, viu o elefantinho sendo levado
pelas águas do rio. Então não teve dúvida, gritou:
- Elmo espere, não entre nesse rio.
Ele sem saber de nada perguntou :
- Por que ? Preciso ir do outro lado agora.
- O rio está muito agitado - começou ela - é melhor esperar a água baixar um pouco.
- Mas preciso levar um recado para minha professora - insistiu ele.
Ela não sabia o que fazer . Precisava pensar numa solução .
- Eu posso levar o recado para você - disse aflita.
- Melhor - disse ele todo contente - assim eu não preciso andar.
- Qual é o recado ?
- Diga para ela que não vou à aula hoje - respondeu sem graça
- Ok . Mas por quê ? Está doente ?
- Não, estou bem - respondeu ele - apenas estou com preguiça de ir.
- Preguiça ?! disse surpresa - Vai faltar na escola por preguiça ? Não acredito.
- Sabe, borboleta, tô com uma moleza nas pernas, acho que prefiro dormir.
- Seu Elmo, não vou levar recado nenhum - disse ela .
- Por que ? Se foi você mesma que se ofereceu ...
- Me ofereci por que achei que fosse algo muito importante. Mas não é por isso não vou.
- Não vai por quê ? Por acaso é feio ter preguiça ?
- Feio ?! - exclamou ela - É a coisa mais horrível que já vi . Foi falando quando teve
uma visão. Nela via os bichinhos da floresta gozando na cara de um elefantinho
muito burro que nem o próprio nome conseguia escrever.
- Você está bem ? perguntou o elefantinho meio desconfiado.
- Estou - disse ela vendo as últimas estrelinhas - vá agora buscar seus materiais.
- É uma ordem minha - disse - amanhã não quero ver nenhum elefantinho com
chapéu de burro perdido por ai.
O elefantinho ouviu aquelas palavras quase sem se mexer e depois olhou bem
para dona Borboletinha e disse:
- Acho que tem razão, vou buscar meus materiais e depois irei para a escola,
por quê não quero usar chapéu de burro . Também preciso aprender bem os números.
- É o melhor que vejo para você .
- Então eu vou agora mesmo, até mais.
Ela ficou olhando para o elefantinho que apressadamente fazia o caminho de sua casa
e ficou feliz de vê-lo andando no rumo certo. Graças as visões mágicas.
Pelo caminho de volta para o lago Azul, dona Borboletinha voava baixinho quando
ouviu um grito do porquinho Léo que brincava numa poça de lama :
- Olá , dona Borboletinha, passeando por aqui ?
- Pois é, Léo estou voltando para casa - disse ela - O que você está fazendo ai ?
- Estou tomando banho - exclamou indignado.
- Banho na poça de lama ? espantou ela.
- É, todo dia tomo meu banho aqui, nessa poçona - e começou a jogar o barro para o alto.
- Pare com isso . Está querendo sujar meus óculos - e foi ai que viu novamente
muitas estrelinhas na sua frente. Era outra visão mágica e via o porquinho doente
num hospital .
- Nunca tinha visto uma borboletinha de óculos, ficou engraçadinha com eles.
De repente a visão tinha acabado. Sentiu que precisava fazer alguma coisa.
- É mesmo ? Pois saiba que engraçado mesmo vai ser encontrar você no hospital,
tomando muitos remédios . Os mais amargos possíveis.
- Nossa, dona Borboletinha, por que está dizendo isso ?
- Por que vejo que a água dessa poça está muito suja. Essa sujeira pode trazer
muitas doenças para você . E pode parar no médico.
- Ora , dona Borboleta, gosto tanto de brincar na água. E não tenho outro lugar para
tomar meu banho .
- Por que não procura uma poça limpa ?
- Porque todas que encontro já tem um dono e ele não me deixa entrar.
- Eu conheço um lago aqui perto muito bonito e limpo .
Lá você poderia brincar tranqüilamente sem medo que ficar doente.
- Onde fica ? perguntou ele interessado .
- Lá onde moro, é tão limpo que chama Lago Azul .
- Com certeza já deve ter um dono .
- Claro que não, pelo contrário, é de todos os bichinhos da floresta.
- Será que posso ir agora mesmo para esse lago ?
- De maneira alguma - respondeu a borboleta - primeiro tem que tomar um bom banho,
tirar toda essa lama , depois pode ir .
- Lá esses bichinhos vão brincar comigo, dona Borboletinha ?
- Claro que sim, só que tem que estar limpo, caso contrário vai sujar toda a água e
ninguém vai poder brincar com você . Agora sai dai e vamos .
O porquinho Léo era cor-de-rosa , mas quando saiu da lama, estava tão sujo que

dona Borboletinha só conseguiu enxergar os olhos dele.
- Vou tomar banho - disse Léo - mais tarde apareço por lá. Quero conhecer todos os

seus amiguinhos e brincar a tarde toda.
- Muito bem, garoto, estarei perto do lago, na casa de dona Margarida .
- Dona Borboleta - começou ele - preciso perguntar algo para você.
- Pergunte, o que quer saber ?
- Quando estava ali em cima voando, vi uma monte de estrelinhas brilhando perto
da senhora . Parecia uma fada com poderes mágicos. O que era aquilo ?
- Como consegue ver com os olhos sujos ? Tem certeza do que viu ?
- Tenho sim! Vi uma luz brilhante - respondeu ele - A senhora é mágica ?
Ela pensou um momento e depois decidiu responder a verdade :
- Claro que sou , uma verdadeira mágica com muitos poderes .
- Está querendo me enganar, dona Borboletinha? Sei que não é uma fada de verdade.
Perguntei por perguntar, apenas queria saber sobre as luzes.
- As luzes são os meus poderes. Acredite se quiser.
- Desculpe , mas eu não acredito. Ninguém consegue ter esses poderes.
- Tem razão estou brincando, não tenho poder nenhum - e pensou - é melhor assim.
- Vou indo então, até mais tarde no lago - disse o porquinho .
- Até - disse a borboleta sorrindo - já estava vendo o porquinho nadando no
lago com a bicharada e feliz da vida.

F I M

A DONA BORBOLETINHA E A GRANDE ENCOMENDA

Numa bela manhã ensolarada a borboleta saiu de casa para dar um volta e quando percebeu
estava bem longe do Lago Azul. Sentiu-se perdida e cansada, precisava também dar uma
limpadinha nos óculos embaçados. Por isso procurou um lugar para pousar.
Do alto avistou duas árvores juntinhas - pensou:
- É ali mesmo que vou parar.
Ao se aproximar das árvores, achou uma delas meia esquisita, tinha o tronco pintado com
círculos brancos e sem nenhuma folha. Mesmo achando muito estranho pousou, estava
cansada demais . Depois de alguns minutos ia partir quando ouviu uma voz :
- Olá borboleta bonita, como vai você ?
- Quem está falando comigo ? perguntou morrendo de medo.
- Sou eu, a Gilda . Você não percebeu que não sou uma árvore? Sou uma girafinha.
- É mesmo ? Estava com os óculos embaçados que confundi você com uma árvore - disse
e saiu voando para vê-la - É realmente não é uma árvore, tinha achado muito triste
uma árvore sem as folhas.
- Pois é , sou a Girafa Gilda , a comprida e desengonçada Gilda - disse ela.
- Nunca tinha visto um animal tão alto como a senhora. Aposto que pode ver tudo daí
de cima sem tirar os pés do chão.
- Isso é verdade, sou o animal mais alto da floresta . Posso ver tudo.
- E tem um pescoço legal, dá para usar muitos colares.
- Ele é bonito sim, mas tem um probleminha - disse a girafinha.
- Qual ? Depois da pergunta ela começou a ver as estrelinhas brilhantes.
Era inverno e a girafinha tremia muito. Seu longo pescoço estava coberto de gelo.
Ficou com dó da pobre girafinha. De repente as estrelinhas sumiram.
E voltou a ouvir a voz de Gilda:
- O problema é no inverno , sofro muito com o vento gelado que passa pelo meu longo
pescoço e congela tudo.
- É mesmo ? perguntou sem jeito - mas porque não usa um cachecol ?
- Esse é outro problema , não tenho nenhum cachecol para usar.
- Que pena.
- Para fazer um precisa de muita lã e alguém que saiba tricotar. Borboletinha, você não
conhece alguém que poderia tricotar essa encomenda para mim ?
A borboleta pensou um pouco e depois disse :
- Tenho uma amiga que mora lá no Lago Azul e borda como ninguém , talvez ela saiba
tricotar também.
- Será que ela poderia me ajudar ? Porque o inverno já está chegando.
- Vou perguntar para ela se pode tricotar e amanhã volto com uma resposta .
- Ok , combinado, vou esperar então.
- Agora preciso voltar para casa, até mais - e saiu voando.
Já no Lago foi visitar dona Margarida, e contou tudo sobre a girafinha.
- Olha - respondeu a flor - tricotar eu posso, mas e a lã ? Onde encontraremos tanta lã ?
- Quem poderia ajudar ? Perguntou a Borboletinha procurando uma saída.
- Não sei . Conheço a ovelha Dede que faz lã, mas nessa quantidade é difícil saber.
- Olá, garotas, como vão vocês ? Era o porquinho Léo que acabará de chegar.
- Estamos bem - disse a borboleta - e você o que tem feito ?
- Nada , estou de folga esses dias - respondeu ele.
- Gostaria de nos ajudar numa encomenda ? E foi explicando sobre o caso da girafinha.
- Claro que sim - respondeu ele - adoraria ajudar.
A história de Gilda se espalhou como o vento e toda a bicharada do Lago Azul queria
também ajudar. Entre eles estavam o elefantinho Elmo, o porquinho Léo , o rato gordo Jorge,
a tartaruga Teresa, a joaninha Gigi, a onça Olga e o sapo Neneu. E também vinham quatro
ovelhas para tirar a quantidade necessária de lã. Todos os dias eles se reuniam na casa
da dona Margarida para ajudar na confecção.
- Já faz uma semana que começamos e está quase pronto, não é mesmo Borboletinha ?
disse a flor.
- É, mas ainda precisamos pensar na cor que vamos pintá-lo - respondeu ela.
- Vermelha, a cor escolhida por todos é vermelha - disse a Tartaruga Teresa.
- E como vamos arrumar tinta vermelha ? perguntou a flor.
- Já sei - começou a Joaninha - conheço uma árvore na floresta que do tronco sai uma
tinta vermelha . Só que tem um problema, ela é difícil de encontrar.
- Que árvore é essa ? Perguntou a borboleta . E por que é difícil de encontrar ?
- Ela chama pau-brasil, existia muitas delas antigamente, mas o animal homem veio e
cortou quase todas. Agora só com muita sorte acharemos uma - contou a Gigi.
- Então vamos todos atrás dessa árvore, cada um procura em um lugar e quem achar
primeiro avisa os outros - disse a borboleta combinando com os bichinhos.
E assim cada um foi para um lado da floresta atrás da árvore rara .
Quase uma hora depois, a onça Olga gritou :
- Achei uma aqui, venham ,achei uma.
E todos foram ver de perto a árvore. Contaram a história da girafinha Gilda e ela deixou tirar
um parte de sua casca com a tinta .
- Muito obrigada, dona árvore - agradeceu a Borboletinha . E voltaram para tingir o cachecol.
Os bichinhos do Lago trabalharam muito para tingir a encomenda e acabaram ficando
vermelhos também .
- Nossa Neneu, de verde virou sapo vermelho - disse o rato gordo - rá, rá, rá . E foi a maior
gozação nele . A tartaruga Teresa estava tão avermelhada que parecia um morango gigante.
Foi uma grande festa para todos terminar o cachecol, afinal era uma encomenda especial.
Um mês se passou quando finalmente o cachecol ficou pronto. Todos fizeram questão de
irem juntos com a Borboletinha entregar a encomenda. O cachecol era tão grande que
tiveram que chamar a mãe do Elmo para levar.
- Não acredito no que vejo - começou a girafinha Gilda - Dona Borboletinha você conseguiu
fazer meu cachecol.
- Conseguimos com a ajuda de todos aqui - explicou ela.
- Estou emocionada de mais, não sei como agradecer - disse Gilda.
- Foi um grande prazer ajudá-la - disse a Borboletinha - espero que goste da cor.
- Adorei , é minha cor preferida . Estou muito feliz pela ajuda de todos. Agora posso esperar
o inverno com tranqüilidade - disse Gilda.
- Vai esquentar bastante seu pescoço porque é de pura lã - disse o sapo Neneu.
- Obrigado seu Neneu , obrigado a todos - agradeceu.
- Vamos colocar o cachecol nela - sugeriu o porquinho Léo - para ver como fica.
- Excelente idéia, seu Léo - disse a Borboletinha.
E a mãe do Elmo que tinha mais força levantou o cachecol com a tromba .
A girafinha baixou o longo pescoço e assim recebeu a encomenda. Todos aplaudiram.
A borboletinha lembrou da visão mágica, onde a girafinha tremia. Ficou feliz porque agora via
a nova amiga quentinha e sabia que ela não ia mais sofrer com o frio. Depois limpou os
óculos e secretamente piscou para a tartaruga Teresa que sabia do seu segredo.

F I M

O SONHO DA FORMIGA LENA

A primavera chegou no lago Azul , trazendo com ela muita beleza e alegria para todos.
Em qualquer cantinho havia uma bela flor exalando um delicioso perfume.
Dona Borboletinha acordou bem cedo, limpou seus óculos e depois saiu para encontrar suas
apetitosas flores.
Ela começou a voar de uma árvore para outra quando notou uma guloseima a sua frente.
Um lindo flamboyant, carregado de flores avermelhadas, e exalava um perfume maravilhoso.
Não teve dúvidas.
- Olá, seu Flamboyant, posso me alimentar um pouco em suas flores ?
- Claro que sim minha colega, esteja a vontade - respondeu ele.
- Obrigado - agradeceu antes de começar.
Havia tantas flores ao seu alcance que logo se saciou, então pousou no tronco da árvore para
descansar um pouco , quando percebeu uma formiga sentada ali perto chorando.
- Quem é você e por que chora? Quis saber logo a borboleta.
- Quem pergunta ?
- Eu sou a dona Borboletinha e moro aqui no Lago Azul - apontando para baixo - e você ?
- Sou a formiga Lena . E choro porque não gosto de mim mesma - respondeu ela.
- Ora, ora, por que não gosta de você mesma ? É uma formiga bonita, saudável e me parece normal.
- Sou normal, e é por isso mesmo que me acho feia. Gostaria de ter nascido como você, uma linda
borboleta com asas. Que pode voar para onde quiser. Tem essa cor brilhante e alegre pelo corpo,
cheia de vida. Agora olhe para mim, sou ridícula com essa cor escura , com esse corpo dividido
ao meio, que só anda e não pode voar.
- Mas você nasceu formiga e não borboleta .
- Eu sei, mas eu queria ter nascido borboleta só para voar.
Não gosto de ser o que sou - disse a formiga com tristeza.
- Mas ninguém escolhe como quer nascer. Apenas nascemos e pronto.
- Minha prima que também trabalha nessa árvore, me falou a mesma coisa .
- Ah , então você trabalha aqui ? Perguntou a borboleta.
- Trabalho, trabalho o dia inteiro aqui, mas meu maior sonho é sair voando por ai.
Não me canso de olhar para o céu e me imaginar lá em cima, voando.
- Olha, Dona Lena , posso te dizer uma coisa ?
- Claro , fale o que quiser.
- Você deve procurar ser uma boa formiga e não ficar sonhando com o que nunca vai acontecer.
Nunca será uma borboleta. Será sempre uma formiga.
- O que uma formiga faz ? perguntou Lena - Nada, só anda de um lugar para outro o dia inteiro .
- Claro que não , o trabalho diário de uma formiga é muito importante para a natureza e por mais
simples que pareça é muito necessário. E deve continuar .
- Como assim continuar ? - perguntou a formiga mais interessada.
- Sempre soube que uma formiga é muito trabalhadora, caminha longas distâncias carregando
imensas folhas nas costas para alimentar todos os moradores do seu formigueiro.
Está sempre unida com suas colegas. Nunca passa fome porque não é preguiçosa.
Limpa e organizada , ela pode levar qualquer coisa cinco vezes mais pesada que o seu próprio peso.
É inteligente por que armazena comida para o inverno. Acha pouco importante a tarefa de uma formiga?
- Ouvindo a senhora falar me sinto mais importante .
Mas apesar de tudo isso , ainda tenho uma imensa vontade de voar.
- Olha, Dona Lena, voar você realmente não consegue, mas por outro lado pode ser
uma excelente andarilha .
- E o que tem de interessante nisso ?
- Pode encontrar um esconderijo secreto que eu mesma não posso.
- Como você sabe disso ? Perguntou a formiguinha.
- Observando cada bichinho da natureza e o que cada um pode fazer .
Todos temos uma função aqui na floresta e ela deve ser muito bem feita para dar certo.
O que seria do lago Azul se só houvessem borboletas ? Acabaria com certeza.
Por isso tem um monte de bichinhos que andam , outros que nadam e outros que voam,
diferentes um dos outros. Cada um de um jeito sabendo uma coisa. Mas todos são importantes.
- Sei que a senhora tem razão no que fala , mas gostaria muito de voar. Seria um sonho meu realizado.
De repente a borboletinha teve uma visão mágica . As estrelinhas brilhavam em sua frente
e ela via a formiga contente, sorrindo . O sonho tinha que se realizar . Mas como ? Ficou pensando.
- Deixe-me ver uma coisa - disse a borboleta olhando para a formiga - você é bem pequena.
Talvez seu sonho possa ser realizado.
- Como assim Borboletinha? Vai me emprestar suas asas ?
- Não . Venha aqui, suba em minhas costas, vou prender você no meu cinto.
Segure firme - ordenou a borboleta.
- Dona Borboleta, a senhora não está pensando em voar comigo ?
- Suba depressa - disse ela - antes que mudo de idéia .
A formiga obedeceu e logo estava nas costas da borboleta .
- Lá vamos nós - gritou ela . E num salto subiram ...
A borboleta voou por cima do flamboyant e bateu as asas com segurança .
A formiguinha estava grudada na borboleta e só o que conseguia dizer era:
estou voando, estou voando, posso ver tudo.
Depois de alguns minutos, a borboleta pousou na árvore . Desprendeu o cinto.
- Obrigado, Borboletinha, nunca vou esquecer esse dia - disse a formiga quase sem voz.
Sou a primeira formiga do flamboyant que voou .
- Agora que o seu sonho está realizado, espero que seja uma formiga feliz.
- Serei, por que percebi que asas nunca vou ter mesmo, então serei uma formiga boazinha .
E vou fazer meu trabalho o mais feliz possível.
- Que bom, estou feliz porque você apreendeu a gostar de si mesma, como a natureza te fez.
- Sabe o que mais, Borboletinha, vou procurar sempre melhorar o que estiver
fazendo e serei companheira das outras formigas.
- Excelente, isso foi a melhor coisa que ouvi hoje.
Agora preciso voltar para minha casa, apareça uma hora no lago para me visitar.
- Quando tiver uma folga no trabalho eu irei.
A formiga viu a Borboletinha sair voando e suspirou, ainda não acreditava que tinha
realizado seu grande sonho. Precisava contar para todos.

F I M
Fonte - Cantinho da garotada.

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